Moradores voltam a protestar no São Carlos e Choque é acionado

sexta-feira, 15 de maio de 2015


Redação Rio Alerta notícias


Foto: O DIA

Após horas de tensão em uma manifestação que teve dois ônibus incendiados na manhã desta sexta-feira, nos acessos ao Morro do São Carlos, no Largo do Estácio, cerca de cem moradores voltaram a protestar contra a morte de dois mototaxistas na região no fim desta tarde. 

Foram colocadas barricadas na subida da comunidade e os moradores chegaram a arremessar pedras em direção aos policiais militares. 

O Batalhão de Choque foi acionado e, para conter os manifestantes e liberar a via, chegaram a usar bombas de efeito moral. Até o início desta noite, cerca de 50 a 60 policiais do Choque, 5º BPM (Praça da Harmonia) continuavam no local para garantir que a via seguisse liberada. 

O trânsito no local ficou bastante complicado e parte do comércio foi fechado. Pichações em muros próximo à subida do morro pediam paz e "saudade dos amigos Ramon e Rodrigo, mototaxistas mortos.

Os moradores afirmam que a morte dos mototaxistas, na noite desta quinta-feira, foi uma represália do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Um dia antes, na noite de quarta-feira, um PM do Bope foi baleado em operação na comunidade. Mais cedo, a Divisão de Homicídios (DH) esteve no local para a perícia.
Titular da especializada, Rivaldo Barbosa havia feito um apelo à população: "Que essa energia do protesto seja revertida em informações para ajudar a polícia a elucidar o caso", declarou ele. 

Rivaldo atribuiu ainda os frequentes ataques na região à guerra de facções rivais que disputam o território. 

Moradores do Complexo do São Carlos afirmaram que as mortes dos mototaxistas da região, na noite desta quinta-feira, foram represália do Batalhão de Operações Especiais (Bope) pelo ataque a um PM, baleado um dia antes, durante ação dos policiais no local. Os mortos foram identificados como Rodrigo Marques Lourenço, de 29 anos, e Ramon Moura, 22. 

O Bope confirmou uma operação na noite desta quinta-feira, e informou ainda que houve duas ocorrências — porém, não atribuídas aos mototaxistas —: duas pessoas foram baleadas na ação e levadas pelos policiais ao hospital. No entanto, elas não resistiram e morreram.

No protesto desta manhã, o primeiro coletivo foi incendiado no Largo do Estácio, perto do Hospital Central da Polícia Militar (HCPM) e da estação de metrô.

O segundo foi incendiado na Rua Campos da Paz, na altura do número 77, no Rio Comprido. Parte do comércio na região foi fechada.
 
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