Mãe entrega à polícia filho que matou o pai a facadas em São João de Meriti

sexta-feira, 17 de julho de 2015


Redação Rio Alerta notícias

"Ele era um menino maravilhoso, nunca deu um empurrão em mim, nem no pai". A declaração é da mãe de Ademildo Alves da Silva Junior, cuja identificação iremos preservar. 

Nesta quinta-feira, a Polícia Civil anunciou a prisão do jovem de 22 anos, que matou o próprio pai a facadas na madrugada da última segunda-feira, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. 

Após cometer o crime, Junior se escondeu embaixo de um viaduto na Avenida Brasil, na altura da Favela de Acari, na Zona Norte, onde ficou até esta quarta-feira, quando foi levado à delegacia por sua mãe. 

"Desde então, ele ficou ligando aqui para casa, mas, como não era eu que atendia, ele desligava. Quando atendi o telefone, ele me disse onde estava. 

Eu fui lá, peguei ele e levei até a delegacia", disse a mãe do rapaz, que o entregou à Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), responsável pelas investigações do caso, nesta quarta-feira. 

Joel Costa, 48 anos, tio de Junior, revelou que seu irmão, Ademildo da Silva Alves, de 62, foi morto com 32 golpes de faca. Para ele, o sobrinho não é mais um parente. "Ele tinha que ter pensado em tudo que o pai fez por ele. 

Nada justifica o que ele fez. Ele tem que ficar encarcerado, tem que pagar pelo que fez. Foi um crime hediondo, bárbaro, 32 facadas. 

Soubemos ontem pela delegacia", contou. De acordo com a Polícia Civil, Junior estaria sob efeitos de drogas e teria furtado R$ 500 da vítima. 

Joel, irmão de Ademildo, confirma a versão. "Ele tirou os valores que o pai tinha na carteira e a escondeu. 

Os cartões ficaram lá, ele levou apenas o dinheiro", disse o homem. Segundo a mãe do rapaz, antes de cometer o crime, ele "desceu cheirou cocaína, comprou cachaça e bebeu". 

O corpo de Ademildo foi encontrado na manhã de segunda pelo seu neto de 5 anos. "Ele estranhou que o Ademildo não tinha descido para tomar café e subiu até o quarto para chamá-lo. Chegando lá, deu de cara com o corpo do meu irmão estirado no chão, cheio de sangue. 

O menino desceu e disse para a mãe que o avô estava morto, que tinha muito sangue em volta dele", afirmou Joel Costa.
 
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