Morte no metrô: imagem mostra suspeito de envolvimento no crime

sexta-feira, 10 de julho de 2015


Redação Rio Alerta notícias

Imagem de circuito interno do metrô mostra um homem suspeito de envolvimento na morte de Alexandre Oliveira, de 46 anos, durante assalto no começo da tarde desta sexta-feira (10). Até as 20h20, a Polícia Civil do Rio de Janeiro não havia identificado os suspeitos. 

O office-boy, que fazia transporte de dinheiro entre empresas e usava o metrô como meio de transporte para trabalhar, foi assassinado na fila da bilheteria da estação Uruguaiana, no centro da capital fluminense.

De acordo com a concessionária MetrôRio, por volta das 12h57, o passageiro carregando uma bolsa foi abordado na estação.
Três suspeitos o perseguiram desde a entrada. Um deles, que estava armado, atirou em Alexandre e levou a bolsa. A vítima morreu no local e os criminosos fugiram com a mochila. Rivaldo diz que a polícia trabalha com a hipótese de crime de saidinha de banco. O corpo foi removido da estação por volta das 15h30.
A ex-mulher de Alexandre Oliveira foi ouvida logo após o crime na 6ª DP. Seguranças do metrô e funcionários da bilheteria que presenciaram o crime também prestaram depoimento.
Mônica dos Santos informou que Alexandre trabalhou na mesma empresa, por quase 30 anos, como office-boy de transporte de dinheiro. Segundo ela, o irmão de Alexandre disse que a vítima trabalhava acompanhada de segurança.
— Ele sempre falou que, se fosse assaltado, daria tudo. Ele não reagiu. Ele nunca ia reagir. 
Na avaliação do delegado titular da Divisão de Homicídios, Rivaldo Barbosa, que teve acesso às imagens gravadas por câmeras de segurança do metrô, Alexandre não reagiu ao assalto. A vítima estava na fila da bilheteria quando um dos três suspeitos que o seguiam desde fora da estação Uruguaiana puxou a mochila que estava em suas costas. 
Rivaldo disse que a vítima segurou a mochila por reflexo e que foi atingido por dois tiros por trás, que atingiram as regiões do pescoço e costas.
— Ao que parece, inicialmente, não há nenhuma relação com a reação da vítima, pois, o que ele fez, foi um gesto automático de segurar a mochila.
A ex-mulher contou que tinha uma relação de amizade com a vítima, com quem teve uma filha de 24 anos. O morador do morro do São Carlos (região central) também deixa uma neta.
— A filha dele está igual a mim, sem acreditar que ele se foi. Agora, é esperar que ele tenha um bom lugar lá em cima e que tenha justiça para que não aconteça com ninguém o que aconteceu com ele.
O crime provocou pânico entre passageiros do metrô e o fechamento da estação Uruguaiana para embarque e desembarque por quase três horas. Um outro passageiro de 34 anos foi ferido no joelho.
 
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