Ex-secretário de Cabral é preso no Rio em nova fase da Lava Jato

quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Foto de 2009 foi a inspiração para o nome da operação

Redação Rio Alerta

A Polícia Federal realiza na manhã desta quinta-feira (23) uma operação no Rio de Janeiro para investigar fraudes nos precatórios durante o governo de Sérgio Cabral (PMDB). 

Um ex-secretário e empresário George Sadala foram presos.

A ação, batizada de Operação C'est Fini, é um desdobramento da Operação Calicute, uma das fases da Lava Jato. A expressão em francês significa "acabou" e faz referência a foto que ficou conhecida como a 'farra dos guardanapos' que mostra vários dos nomes envolvidos no esquema de corrupção usando guardanapos na cabeça, em 2009, durante uma festa em Paris.
Um dos alvos é o ex-secretário da Casa Civil Régis Fichtner, por suposta propina e favorecimento indevido, durante o governo de Cabral. Fichtner foi preso em Ipanema, onde mora.
De acordo com a denúncia do MPF (Ministério Público Federal), Fichtner teria recebido R$ 1,56 milhão em vantagens indevidas. A defesa de Fichtner não foi localizada para comentar a prisão. 
O empresário George Sadala, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, atuava no programa do Poupatempo e era assim que a quadrilha conseguia fraudar os precatórios, que são compromissos de pagamento de dívidas do Estado. 
As investigações chegaram até Fichtner e Sadala por conta das informações do depoimento de Luiz Carlos Bezerra, apontado como um dos  principais operadores financeiros do esquema de propina no governo de Sérgio Cabral. 
Bezerra é amigo de infância do ex-governador. 
Bezerra admitiu que as anotações feitas em suas agendas apreendidas pela Polícia Federal referiam-se à contabilidade paralela da organização liderada pelo ex-governador, que está preso. 
Nestas anotações, constam os codinomes "Regis", "Alemão" e "Gaúcho", que seriam referências a Regis Fichtner.
O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do RJ, responsável pelas sentenças da Operação Calicute condenou Sérgio Cabral, acusado de ser o chefe do esquema, a 45 anos e dois meses de prisão. Luiz Carlos Bezerra  recebeu uma pena de seis anos e seis meses.
 
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