Bênção da primeira sexta-feira do ano reúne milhares de fiéis na Tijuca

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018


Redação Rio Alerta 

Pelo menos 50 mil pessoas comparecem à tradicional bênção da primeira sexta-feira do ano dos frades Capuchinhos, chamada também da Bênção dos Barbadinhos, no Santuário Basílica de São Sebastião, na Tijuca. 

Das 5h da manhã às 19h serão realizadas 15 missas onde os fiéis fazem pedidos e agradecem graças alcançadas, mas também rezam pedindo melhoras na crise vivida pelo estado e país. 

No final de cada cerimônia, os fiéis são abençoados com água benta. 

A bênção, que acontece toda primeira sexta-feira do mês, é considerada Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro.

Maria Dantas, de 67 anos, comparece a celebração há 50 e entre suas orações está o pedido pela melhora da cidade. 
“A gente não pode pensar só na gente. 
O Brasil e, principalmente o Rio de Janeiro, precisa de bênção. Com fé vai correr tudo bem”, afirma a aposentada.
Para fortalecer as orações, Maria conta com a companhia da amiga Edith dos Santos, 78 anos, que há 30 vem de Minas Gerais para a missa. 
“Pelo menos a primeira sexta do ano, eu tento vir. É muito emocionante”, diz Edith.
A situação econômica também é pauta na hora de pedir aquela ajuda. O jornalista e radialista Sérgio Luiz Albuquerque, de 51 anos, levou a carteira de trabalho para abençoar. 
“Já tenho o trabalho, mas não é suficiente para bancar os custos para ajudar minha filha que teve um AVC”, explicou ele que foi à igreja ontem pela décima vez.

“Fé é tudo. Você pode dizer que não tem fé, que você não acredita em nada, mas alguma coisa te move. 
E essa coisa que move, e por mais que não rotule, é fé. 
Fé move montanhas e move a nós”, disse Sérgio. 
Reitor da Basílica desde 2013, Frei Arles ressalta a semelhança do padroeiro da cidade, São Sebastião, com o povo carioca. 
"Como o Santo, o cidadão é guerreiro. 
Mesmo diante das dificuldade, como a violência, não desanima, não abandona sua fé", conta o Frei.
Ele também conta que o local é considerado o mausoléu do Rio de Janeiro. 
"Aqui nós guardamos grandes relíquias, como o corpo do nosso fundador Estácio de Sá, como também a imagem de São Sebastião trazida por Estácio de Sá no século XVI", revela Arles. Para celebrar as missas, foram convidados cinco padres.
 
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