Carro de mulheres virou escudo em tiroteio entre PMs e bandidos na Tijuca

domingo, 28 de janeiro de 2018
Monique, na frente, e Jade: carro onde as duas estavam serviu de escudo em tiroteio entre PMs e bandidos na Tijuca

Redação Rio Alerta


O intenso tiroteio entre PMs e bandidos que provocou a morte do garçom Samuel Ferreira Coelho, 23 anos, e deixou uma idosa e dois PMs feridos, na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, Zona Norte do Rio, quase acabou em tragédia para duas mulheres que se viram em meio ao confronto. 

A administradora Monique Lorosa e a turismóloga Jade Burmeister, ambas de 33 anos, tiveram o carro alvejado por 17 tiros, quando passavam pelo local, voltando do bloco Desliga da Justiça, na Gávea, Zona Sul. 

Segundo Monique, as duas ouviram um carro do outro lado da rua cantando pneu e logo depois a troca de tiros começou.

"Estávamos paradas por conta de uma retenção no trânsito, tinha um bloco de Carnaval logo a frente, e o nosso carro acabou servindo de escudo. 

Nós ficamos abaixadas dentro do carro durante alguns minutos e a Jade falou que achava que tinha sido baleada. 

Mas foram só os estilhaços de bala, estamos com muitas dores no corpo e alguns pequenos arranhões, nada de significativo diante do que aconteceu", contou ela.

Monique resume a situação como terror. "Foi um momento de muito pânico. 
Veio uma força, uma coragem inexplicável e consegui puxar a Jade, nos jogamos no chão. Tinham muitas pessoas jogadas ao redor. 
No primeiro intervalo entre os tiros nós corremos para o posto de gasolina na frente. Quando nós saímos uma moradora nos amparou, nos levou pra casa dela sem mesmo nos conhecer e cuidou de nos acalmar. 
Foi nosso primeiro amparo. 
Deixamos tudo no local do tiroteio: nossas bolsas, celulares, documentos. Mas os policiais guardaram e devolveram", recordou a administradora, que está tomando calmantes hoje por conta do nervosismo da ocasião.
Coincidentemente, as duas estavam vestidas de super-heroínas. Jade estava fantasiada de Mulher-Maravilha e Monique de Supergirl. 
"Todos estão comentando que fomos salvas pela fantasia. 
Mas foi apenas um alívio cômico diante de tudo que ocorreu. Eu acredito mesmo é na segurança que o Estado precisa urgentemente nos dar."
 
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