Ex-secretário de Obras Alexandre Pinto volta a ser preso pela Lava Jato

terça-feira, 23 de janeiro de 2018
Alexandre Pinto, de azul, sendo levado por agentes da PF, em agosto

Redação Rio Alerta

Ex-secretário de Obras da gestão do ex-prefeito Eduardo Paes, Alexandre Pinto voltou a ser preso pela operação Mãos à Obra, um desdobramento da Lava Jato, na manhã desta terça-feira.

Ele foi encontrado em casa, em um condomínio de luxo, na Taquara, Zona Oeste do Rio, antes das 7h.

Suspeito de comandar um esquema de propina nas obras do BRT TransBrasil, Alexandre já havia sido preso em agosto, na ação Rio 40 Graus, mas foi solto em novembro.

Ao todo, a Polícia Federal têm o objetivo de cumprir seis mandados de prisão e 21 de busca e apreensão.
Por volta das 6h, os policiais chegaram no prédio da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, no Estácio. 
Até o momento, além do secretário, os agentes prenderam o ex-subsecretário de Obras Vagner de Costa Pereira, em Niterói, e o doleiro Juan Luís Bertran Bittlonch, na Barra da Tijuca. 
Três mandados de prisão temporária serão cumpridos em São Paulo.
Propinas no BRT
A operação investiga um esquema de propinas envolvendo obras do BRT TransBrasil, um sistema de transporte que ainda é construído na cidade e tem custo previsto e R$ 1,4 bilhão. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os integrantes do grupo são suspeitos de receber R$ 35,5 milhões em propinas de obras públicas. 
O pedido de prisão se baseou na delação da empreiteira Carioca Engenharia.
Os delatores contaram que o valor era cobrado nas obras do corredor e nas de drenagem de córregos da Bacia de Jacarepaguá. 
O MPF destacou que Alexandre é suspeito de cobrar 1% do valor das obras. 
De acordo com a denúncia, um funcionário do Ministério das Cidades também recebia a mesma parcela de propina, já que as ações recebiam recursos de Brasília.
Em agosto, quando ocorreu a primeira prisão de Alexandre, o ex-prefeito Eduardo Paes se pronunciou sobre o caso. 
No texto, o peemedebista demonstrou cautela e não descartou a possibilidade de confirmação das suspeitas em relação a seu ex-auxiliar.
"O Alexandre Pinto é um servidor de carreira da Prefeitura do Rio. 
A política não teve qualquer relação com sua nomeação para a função de secretário de Obras. 
Ao contrário! Caso confirmadas as acusações, será uma grande decepção o resultado dessa investigação", escreveu Paes.
 
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