Garotinho presta novo depoimento sobre suposta agressão na cadeia

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018


Redação Rio Alerta 


O ex-governador do Rio Anthony Garotinho foi à Cidade da Polícia, no Jacarezinho, para prestar depoimento sobre a suposta agressão que sofreu na Cadeia Pública Frederico José Marques, em Benfica. 


Ele vai ajudar a fazer um retrato falado do homem que o teria agredido dentro da cela em que estava na Cadeia Pública Frederico José Marques, em Benfica. 

Garotinho está solto desde 21 de dezembro quando deixou o Complexo de Gericinó, em Bangu, após ser beneficiado por um habeas corpus concedido pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

O ex-governador tentou fazer o retrato falado antes de receber o habeas corpus, mas não conseguiu por um problema no computador da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). 
"Há 30 dias estamos tentando fazer o retrato falado. Estranho que abriram o inquérito somente no dia em que saí da cadeia. 
O secretário de Administração disse que eu me autolesionei, mas quero saber em que ele fez essas afirmações. O laudo da perícia diz que é inconclusivo, já que eles mandaram apenas cópias das imagens, mas deveria ser os originais", destacou.
De acordo com Garotinho, ele pretende entrar na justiça contra o governo e o governador Luiz Fernando Pezão. 
Além do secretário de Administração Penitenciária, Erir Ribeiro Costa Filho. "Vou acionar o estado. 
Entrei no sistema totalmente íntegro, sem nenhum tipo de machucado e, sai de lá espancado. 
E ao coronel Erir, cabe agora ele dizer porque sem sindicância e sem análise de câmera ele tomou a decisão de fazer uma afirmação leviana que eu tinha me autolesionado".
Garotinho foi preso em novembro sob acusação de crimes como corrupção, participação em organização criminosa e falsidade na prestação de contas eleitorais entre os anos 2009 e 2016. 
A prisão foi pedida pelo Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro (MPE-RJ), decretada pelo juiz da 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes, Glaucenir Silva de Oliveira, e mantida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-RJ).
A denúncia do MPE afirma que o grupo J&F fez doação ilegal de R$ 3 milhões por meio de contrato com uma empresa indicada por Garotinho para financiar sua campanha ao governo do Estado em 2014, derrotada pela de Luiz Fernando Pezão (PMDB).
Quando passou pela cadeia de Benfica, onde estão desafetos políticos, como o também ex-governador Sérgio Cabral, ele disse ter tido a sua cela invadida por um homem e que foi agredido. 
As imagens das câmeras divulgadas não mostrava ninguém acessando a cela de Garotinho.
 
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