Mulheres se reúnem em ato na Candelária

quinta-feira, 8 de março de 2018
Mulheres em ato no Centro do rio

Redação Rio Alerta 


Mesmo debaixo de chuva, centenas de mulheres se reuniram na Candelária, no Centro do Rio, na noite desta quinta-feira, para lembrar o Dia Internacional da Mulher. 


Com cartazes e gritos, a multidão pedia por medidas que promovam a igualdade de gênero, como salários iguais, legalização do aborto, entre outras causas.

Segundo o Centro de Operações, por conta do ato, a Avenida Presidente Vargas, na altura da Candelária, a Rua 1° de Março e Avenida Presidente Antônio Carlos chegaram a ser interditadas, mas já foram liberadas. 
Organizado por um coletivo, o ato reuniu diversas entidades estudantis e da sociedade civil, além de partidos políticos de esquerda. 
Desde a concentração até o fim do ato, os discursos foram pelos direitos das mulheres e de críticas ao governo. Policiais militares acompanharam a manifestação, que transcorreu pacificamente.

Entre os coros e as músicas entoadas havia uma paródia de Cabeleira do Zezé, marchinha de João Roberto Kelly: "Olha como luta essa mulher/Será que ela é?/Será que ela é? Livre!/Será que ela é recatada?/Será que ela é bela e do lar?/Parece que é feminista/E tá na rua pra lutar!".
Também foram entoados coros contra a Polícia Militar, contra a intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio e pelo direito ao aborto. Em faixas e cartazes, as cobranças e críticas eram semelhantes. 
"Hoje é um dia especial, mas nossa luta é diária. A gente tem dupla jornada, cuida do filho e ganha menos. Temos que mudar isso", afirmou Maria Antônia Rangel, de 17 anos, estudante do ensino médio.
"A gente briga, cobra igualdade, aí vem esse presidente e diz que mulher é bom pra controlar os preços do supermercado. Não pode, temos as mesmas capacidades e responsabilidades dos homens", reclamou a universitária Renata Nunes, de 22 anos, que cursa Arquitetura na Universidade Federal Fluminense (UFF).
Durante discurso há exatamente um ano, em 8 de março, Temer exaltava as mulheres quando afirmou que "ninguém mais é capaz de indicar os desajustes de preços no supermercado do que a mulher".
 
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