Soldado é morto ao reagir a assalto

domingo, 18 de março de 2018
Jean Felipe de Abreu Carvalho era lotado na UPP da Vila Kennedy

Redação Rio Alerta


Nos últimos cinco dias, quatro PMs morreram vítimas de ações criminosas no Rio. 


A vítima mais recente é o soldado Jean Felipe de Abreu Carvalho, de 29 anos, assassinado ao reagir a uma tentativa de assalto na Zona Oeste, ontem de madrugada. 

Um bandido também morreu na troca de tiros.

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Kennedy, Jean Felipe, que estava de folga, reagiu a uma tentativa de assalto na Avenida Cesário de Melo, próximo à estação do BRT, em Paciência. 
Segundo a PM, o soldado baleou um ladrão, que não havia sido identificado até o fechamento desta edição, e outros bandidos que davam cobertura à ação em um carro, parado do outro lado da rua, abriram fogo contra o militar. 
Os criminosos ainda roubaram a arma da vítima e fugiram no veículo.
Em busca de imagens
Peritos da Delegacia de Homicídios da Capital (DH-Capital) estiveram no local do crime em busca de imagens que possam ajudar a identificar os assassinos. Em nota, a Polícia Militar lamentou a morte do soldado. 
Jean Felipe estava na corporação há quatro anos e era casado. O sepultamento dele será hoje, às 13h30, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste.
Desde o início do ano, 29 policiais foram mortos no Estado do Rio, sendo 27 PMs e dois agentes da Civil.

Sequência de assassinatos

Na quarta-feira, o cabo Luiz Otávio Soares Martins morreu no Hospital do Andaraí, na Zona Norte do Rio, onde estava internado desde o dia 23 de janeiro, depois de ser baleado. 
O cabo foi atingido durante ataque de traficantes a uma base da UPP Andaraí.
Terça-feira, em outra tentativa de assalto, em Bangu, o segundo sargento Rafael Luiz Fortunato dos Santos, de 38 anos, do 14º BPM (Bangu), morreu depois de ser baleado na cabeça, na Estrada Porto Nacional. 
Um dos assaltantes, um adolescente, foi baleado pelo policial e também morreu.
Na segunda-feira, o cabo Leonardo de Paula da Silva, de 35 anos, lotado na Coordenadoria de Polícia Pacificadora, foi morto na Linha Amarela, altura do Complexo da Maré, quando seguia para o trabalho.
 
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