Forças Armadas reforçam policiamento na Zona Sul

segunda-feira, 9 de abril de 2018
Patrulha do Exército na Orla da Zona Sul do Rio de Janeiro. Foto: Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

Redação Rio Alerta


O coronel Carlos Cinelli, porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal no Rio, afirmou que ações de patrulhamento das Forças Armadas na Zona Sul, Oeste e Norte, seguem reforçadas para cobrir ausência de policiais militares em treinamento de reciclagem. 


Segundo o porta-voz, neste primeiro momento, o reforço do efetivo se estende desde o Primeiro Distrito Naval, no Leme, até o posto 12, no Leblon.

Mas, em alguns horários, militares das Forças Armadas também serão deslocados para patrulhar a orla da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. A declaração foi dada durante entrevista coletiva neste domingo, no Leme.

Ainda de acordo com o coronel, a ação é um complemento das atividades que já ocorrem nas principais vias expressas do Rio, como Avenida Brasil, RJ-124, Transolímpica, Linha Amarela e Vermelha.
"O patrulhamento varia de acordo com os nossos dados de inteligência e com as demandas da Secretaria de Segurança. 
Cada dia começamos em um horário, em determinado local, de acordo com os registros de ocorrências", explica o coronel.
Segundo Cinelli, o curso tem como objetivo reforçar técnicas de tiro, abordagem policial, direitos humanos e revista. "É um processo de reciclagem de treinamento que está sendo conduzido para multiplicadores da Polícia militar. Eles irão repassar o conhecimento para todo o batalhão, e isso vai começar pelo 14º BPM (Bangu)", afirma o porta-voz.
Na operação, um helicóptero com câmeras de alta resolução e sistema de imagens integrados ao Centro Integrado de Comando e Controle sobrevoava a orla. 
Além disso, pelo menos 30 militares patrulhavam a área entre o posto um e dois. Quem passava pelo local estranhou a movimentação. 
"Eu não sei muito bem qual é o propósito disso. Parece que só estão aqui para enxugar gelo. Deveriam estar na Zona Oeste, na Baixada. 
Lá sim, tem gente precisando", comenta o estudante de direito, Carlos Eduardo Iorio, de 32 anos.
 
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