Passagem mais alta, qualidade de menos

domingo, 1 de abril de 2018
Falta de abrigos é motivo de insatisfação  nos pontos de ônibus

Redação Rio Alerta


Enquanto os passageiros do Município do Rio desfrutam de passagens mais baratas desde o ano passado, por determinação da Justiça, em decorrência da investigação sobre o esquema de corrupção que impedia a fiscalização e aumentava tarifas dos ônibus, na Baixada Fluminense as passagens só aumentam. 


A partir de amanhã, a tarifa de Nova Iguaçu vai custar R$ 4 R$ 0,40 acima do valor da passagem carioca, que é de R$ 3,60.

Em Nova Iguaçu o valor da passagem saiu de R$ 3,80 e ficará R$ 0,20 mais caro. Mas o preço mais alto não significa qualidade melhor no transporte, dizem passageiros. Além da falta de ar-condicionado, a sujeira e condições dos ônibus são as principais reclamações de quem utiliza o transporte público diariamente.
"Pagamos passagem mais cara e não temos nenhum conforto. Sempre pego ônibus sujo e muitos estão até quebrados", reclamou Arlene de Fátima, 55, moradora da Posse.
Outra crítica foi pela falta de abrigos nos pontos de ônibus. "Não está valendo pagar nem pelos R$ 3,80, que dirá pagar mais caro. Olha como ficamos aqui, exposto ao sol e a chuva direto", declarou Deilson Lima, 54, de Vila de Cava.
Em Duque de Caxias, 40% das linhas que circulam no município tiveram suas passagens reduzidas no ano passado. 
As linhas, cujas tarifas tinham o valor de R$ 5,50 passam a custar R$ 4,25. Além disso, outras linhas, que faziam percursos semelhantes e custavam R$ 4,35 também passaram para R$ 4,25. 
"O ônibus demora demais para passar, não deveria custar tudo isso", disse Maria das Graças, 52, moradora do bairro Parque Paulista.
Belford Roxo tem três linha municipais e a passagem é R$ 4. O mesmo valor é cobrado em São João de Meriti, onde tem 11 linhas. 
O prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, justificou o aumento. "É preciso ajustar o valor, pois houve dissídio da categoria, aumento do combustível e outras coisas que é preciso equacionar e equilibrar".
Em relação aos abrigos nos pontos de ônibus, Rogério Lisboa afirmou que em 120 dias encerrará a licitação para determinar a empresa que cuidará desta questão. E garantiu que logo após isto, os pontos estarão com cobertura.
O sindicato das empresas da Baixada diz que a situação financeira das empresas é precária e deve ser levada em conta no ajuste.
 
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