Suspeito é morto por PM em tentativa de assalto no Méier

segunda-feira, 16 de abril de 2018
A mãe do suspeito morto na tentativa de assalto em posto de gasolina no Méier foi amparada por policiais após passar mal ao ver o corpo do filho, Claudeci Figueira Vieira

Redação Rio Alerta


Um bandido morreu e um PM ficou ferido em tiroteio durante tentativa de assalto a um posto de gasolina na Rua 24 de Maio, no Méier, em frente à estação de trem Silva Freire. 


O caso aconteceu às 4h40 desta segunda-feira, quando Claudeci Figueira Vieira, de 25 anos, tentou roubar o estabelecimento. 

De acordo com testemunhas, ele chegou a pé e três comparsas davam cobertura. O cabo PM Lima, da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Andaraí, abastecia o carro quando presenciou a ação e reagiu. 

Na troca de tiros, ele foi baleado no braço e o bandido, morreu. Um carro Palio de um funcionário do posto que estava estacionado ficou crivado de balas. No estabelecimento também há várias marcas de tiros. 

Socorrido para o Hospital Salgado Filho, no Méier, o policial foi medicado, recebeu alta e foi para a DH prestar depoimento.

"Foi uma correria desesperadora. Era o mundo se acabando", disse um frentista, que não quis se identificar. 
Segundo moradores, o posto é alvo constante de assaltos. "Isso aqui é escola pra bandido. Tem assalto a qualquer hora", contou um morador que, por medo, não quis dar o nome.
Familiares de Claudeci estiveram no posto. "A família já tinha pedido a ele para sair dessa vida", disse um parente, que preferiu não se identificar. 
Muito abalada, a mãe do suspeito precisou ser amparada por policiais que estavam no local. Chorando muito, ela disse que, "sempre foi uma boa mãe e que pedia para ele deixar essa vida".
A Delegacia de Homicídios esteve no local e está em busca de imagens de câmeras de segurança que registraram a ação.
Taxista na região do Méier, Iran Matheus, de 50 anos, conta que já foi assaltado várias vezes no entorno da rua 24 de maio. 
"Fui roubado muitas vezes e de todas as formas possíveis. A situação está complicada nessa cidade. 
Infelizmente, ninguém faz nada. O negócio é pegar com Deus e seguir, já que precisamos trabalhar", diz.
O taxista Daniel Assis, 30, também fez críticas à segurança na região. Mesmo com o apoio do Méier Presente, ele conta que os crimes não diminuíram. 
"Os bandidos não se intimidam. Enquanto a polícia patrulha de um lado, eles assaltam do outro. Hoje, viver e trabalhar no Méier está horrível. 
Trabalho em frente a este posto e depois das 22h é complicadíssimo ficar aqui, não tem policiamento. 
De dois anos pra cá, o Méier virou terra de ninguém. 
São muitos assaltos. Trabalhar aqui é tensão total. O batalhão da área tem que tomar uma providência", pediu.
 
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