Antigo prédio do IBGE é implodido no centro do Rio

segunda-feira, 14 de maio de 2018
Edifício fica na região da Mangueira

Redação Rio Alerta

Um antigo prédio que pertenceu ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) foi implodido na manhã de domingo (13) no Rio de Janeiro. 

Localizado na Mangueira, bairro da região central da cidade, o edifício vinha servindo de moradia para centenas de famílias sem-teto há cerca de duas décadas.

A União cedeu ao município o terreno, onde será erguido um conjunto habitacional do programa governamental Minha Casa, Minha Vida. 
As famílias serão reassentadas.
O prédio fica na rua Visconde de Niterói e foi adquirido pelo IBGE em meados dos anos 1970, quando ocorreram obras de ampliação. O imóvel serviu ao órgão até 1997. Ali ficavam as áreas de pesquisas e de informática do instituto, que foram deslocadas para onde funcionam até hoje, no edifício Rio Metropolitan, na avenida Chile, no centro do Rio de Janeiro.
De acordo com a prefeitura do Rio de Janeiro, ocupações de sem-teto tiveram início já no final da década de 1990. Segundo laudos da Defesa Civil Municipal, o imóvel apresentava problemas estruturais e corria risco de incêndio e desabamento.
A prefeitura informou que a implosão seguiu o cronograma planejado e ocorreu às 7h quando 150 kg de explosivos foram detonados. Para o procedimento, foi interditada a rua Visconde de Niterói e também vias adjacentes.
Os moradores de imóveis situados num raio de 150 m foram orientados a deixar suas residências e só retornarem após a liberação da área pela prefeitura. 
Houve ainda uma recomendação para que fechassem portas e janelas para evitar a entrada de poeira.
O transporte público também foi afetado na região. Foram realizados desvios no itinerário de algumas linhas de ônibus. 

No metrô, a proximidade de algumas vias da Linha 2, fez com que o serviço entre as estações Pavuna e Estádio se iniciasse mais tarde. 
O mesmo ocorreu com os trens da Supervia, nos ramais Saracuruna e Belford Roxo, que começaram o dia operando apenas até a estação Triagem. A circulação normal foi retomada às 7h45.
Cinco toques de sirenes foram realizados às 6h30, às 6h50, às 6h55, às 7h e às 7h15. O quarto sinal sonoro coincidiu com a implosão. O quinto determinou a liberação da área após a checagem dos técnicos.

Reassentamento

De acordo com a prefeitura, foram cadastradas 210 famílias sem-teto que viviam no edifício e serão reassentadas no conjunto habitacional que será construído no local cujo projeto prevê 320 unidades de 40 metros quadrados. 
Os apartamentos são compostos por sala, dois quartos, banheiro, cozinha e área de serviço.
O acompanhamento das obras é de responsabilidade da Caixa Econômica Federal, que administra o programa Minha Casa, Minha Vida. 

Até a inauguração do conjunto habitacional e a entrega das unidades, as famílias receberão da prefeitura o aluguel social. Trata-se de um benefício no valor de R$ 400 mensais para que possam alugar quartos ou casas temporariamente.
 
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