Rio começa a voltar a normalidade em marcha lenta

terça-feira, 29 de maio de 2018
Mesmo sem ter combustível para a venda, posto na Zona Sul já tinha fila quilométrica na tarde e noite de ontem

Redação Rio Alerta


Em ritmo lento, o estado do Rio começa a retomar sua rotina hoje. 


Após oito dias de muita confusão e escassez, reflexo da greve nacional dos caminhoneiros, alguns setores da sociedade impactados, especialmente, pela falta de combustível, voltam gradualmente à rotina. 

A disponibilidade de combustível, por exemplo, continua sendo uma incógnita. 

Apesar de caminhões-tanque terem deixado, sob escolta, a Reduc, ontem à noite, levando gasolina, álcool e diesel para os postos, o Sindicato do setor acredita que serão necessários, pelo menos, cinco dias para que a rotina de venda seja retomada. 


Com relação aos alimentos, a Ceasa não deu garantia de funcionamento pleno hoje, mesmo com a previsão de que 20 caminhões desceriam da Região Serrana para abastecer a Central. Por sua vez, a Fecomércio, acredita que pode repor logo os estoques. 

Tanto que pediu à prefeitura do Rio que que libere os horários de carga e descarga dentro da cidade, nos próximos 10 dias. 

A Secretaria Municipal de Transportes garantiu que atenderia à reivindicação.

FEDERAL SÓ SEGUNDA
Enquanto a Prefeitura do Rio anuncia a volta às aulas a partir de hoje, escolas de Nova Iguaçu, Caxias e Queimados não tem data certa funcionar. Em Niterói, as escolas só retornam na segunda-feira. 
O mesmo acontece com as unidades de ensino federais: UFF, UFRJ, Rural, Unirio, Cefet e o Colégio Pedro II vão manter as atividades suspensas até segunda. A Uerj permanece fechada hoje, mas as aulas podem ser retomadas amanhã, de acordo com os desdobramentos da crise. 
As escolas particulares funcionam, mas é recomendável que os pais procurem se informar sobre mudanças nos horários.
Apesar do otimismo do secretário municipal da Casa Civil do Rio, Paulo Messina, que afirmou ter garantido "diesel suficiente para o retorno de 100% da frota dos ônibus municipais", o presidente do Rio Ônibus, Cláudio Callak, disse que a previsão para a manhã de hoje é que as linhas iniciem com 70% a 80% da frota e vá aumentando ao longo do dia. 
"A gente não acredita que não tenha demanda para atender 100% da população, mas garantimos para amanhã", afirmou Callak. O BRT vai adotar a mesma postura: começa o expediente com cerca de 40% da frota e, dependendo dos acontecimentos, deve aumentar a quantidade de ônibus. 
A Barca que liga o Rio a Niterói é quem se encontra em situação de mais penúria. A concessionária CCR Barcas reduziu viagens nos dias úteis e já avisou que não vai operar no feriado e no fim de semana.
Enquanto o estoque de combustível começa a ser normalizado, outro líquido muito mais vital continua em falta: sangue. 
Por conta da greve, o estoque no Hemorio baixou consideravelmente. "Quem mora ou trabalha próximo ao Hemorio e puder doar sangue vai nos ajudar a salvar vidas", apelou o secretário de estado de Saúde, Sérgio Gama.

Escolta de 5 milhões de litros da Reduc

Rio - Motoristas enfrentaram até cinco horas na fila para abastecer nos raros postos que amanheceram com combustível. 
Uma das cenas mais inusitadas aconteceu num posto em Irajá: o motoboy Henry Marllon, 25 anos, levou apenas o tanque da motocicleta para abastecer, já que a fila para galões era menor. "Trouxe o tanque aqui porque quero sair logo e ir direto trabalhar" disse.
Segundo o governador Pezão, as escoltas das forças de segurança garantiram o transporte de cinco milhões de litros de combustíveis, um terço do que seria transportado rotineiramente. A previsão era de encerrar a noite com mais oito milhões de litros levados para os postos.
Entretanto, o empenho das forças federais não agradou o procurador federal Júlio Araújo Júnior, que questionou o Gabinete de Intervenção. 
"Apesar de haver condições para a adoção de medidas de dissuasão, ainda existiam obstruções na Reduc e mobilizações de setores em pautas diversas".
 
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