Comércio amanhece com marcas de tiros após explosão em banco no Cachambi

sábado, 16 de junho de 2018
Cerca de 150 metros do banco explodido, uma cabine da Polícia Militar foi atingido por tiros disparos no confronto

Redação Rio Alerta


O comércio da Avenida Dom Hélder Câmara, próximo ao Norte Shopping, no Cachambi, Zona Norte do Rio, amanheceu neste sábado com marcas de tiros. 


Bandidos explodiram, nesta madrugada, o Banco do Brasil que fica na mesma via, esquina com a Rua Menezes Vieira, e chegaram a fazer reféns. 

Os criminosos entraram em confronto com policiais militares e moradores relataram o pânico na região com o intenso tiroteio por volta das 4h. 

A reportagem constatou pelo menos oito marcas de bala no entorno do banco: duas na cabine recém-reformada da Polícia Militar que fica a cerca de 50 metros do local, duas na academia ao lado da instituição financeira, três em uma loja de móveis e uma na porta de outro estabelecimento. 

De acordo com a PM e relatos de moradores, quando chegaram, os criminosos renderam os comerciantes locais e algumas pessoas que estavam ali. A corporação informou que policiais militares do 3º BPM (Méier) estavam patrulhando a região quando foram acionados devido a roubo na agência bancária. 

Ao chegarem no local, criminosos atiraram contra os policiais e houve confronto. Eles conseguiram fugir. 

Buscas foram feitas na região, mas não houve prisões relacionadas ao fato. A ocorrência registrada na 23ª DP (Méier). 

A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 23ª DP (Méier) e encaminhado para a Delegacia de Roubos e Furtos. Testemunhas estão sendo ouvidas e diligências realizadas. 

A polícia disse ainda que a investigação está em andamento.

Reféns no chão
Entre os reféns, havia coreanos que costumam vender macarrão oriental na esquina do banco. "Eles tiveram que deitar no chão e os bandidos levaram tudo deles, coitados. Eles trabalham todo dia em uma barraca bem naquele ponto", contou um comerciante.
Ele relatou ainda ter ouvido duas explosões e que há cerca de duas semanas viu uma "movimentação estranha" pelo local. 
"Eu não vi direito, mas parecia que eram 12 homens em três carros. Quando deu o primeiro 'estalo' saiu uma fumaça. 
Já estava tudo estranho... há 15 dias eu vi uns homens desconhecidos rondando aqui. Cheguei a achar que iriam roubar (o banco)", disse. 
 
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