Embarcações afundam na Baía de Sepetiba

sexta-feira, 8 de junho de 2018
Embarcações pesqueiras naufragaram na Baía de Sepetiba

Redação Rio Alerta


Duas embarcações com pelo menos 21 pescadores a bordo naufragaram na Baía de Sepetiba, altura de Itaguaí, na madrugada desta sexta-feira. 


Segundo a Marinha, quatro pessoas que estavam nos barcos pesqueiros Lucas Mar e Guto I morreram. 

Em nota, a Polícia Civil confirmou uma quinta morte após socorro. A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de haver até 12 desaparecidos. 

Segundo informações atualizadas pela 50ª DP (Itaguaí), até o momento, havia 21 pessoas a bordo das duas embarcações, 12 em uma e 9 na outra. 

A Marinha fala em 22 a bordo. A Polícia Civil informa que 12 ainda estão desaparecidos.

Quatro pessoas foram resgatados com vida e uma quinta morreu após o socorro, segundo a Polícia. 
Maria Bethânia Freitas Gomes é mulher de um dos desaparecidos, o pescador João Gomes da Silva, de 50 anos. Ela conta emocionada que o marido saiu para pescaria como sempre fez, mas quando ela levantou esta manhã estranhou que ele ainda não havia chegado. 
"Comecei a ficar preocupada, até que me avisaram em casa sobre o que tinha acontecido".  "Ele amava pescar", lembrou emocionada.
"Nunca pensei que passaria por isso na minha vida", disse Maria Bethânia. 
Ela diz que o coração aperta a cada vez que o helicóptero dos Bombeiros aterrissa no Porto de Itaguaí. "Eu fico na expectativa, eu sei que ele ainda vai chegar aqui com vida. Não perdi a esperança", desabafa. 
A Marinha e os Bombeiros do Quartel de Sepetiba atuam desde 0h20, quando foram acionados, na Baía de Sepetiba no trabalho de procura e resgate. Apoiam os trabalhos o Quartel de Angra dos Reis e o Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) da Barra da Tijuca. O naufrágio aconteceu na região da Laminha. 
Os sobreviventes estão sendo levados para o Hospital Municipal Pedro II e para a UPA, unidades localizadas em Santa Cruz, na Zona Oeste.
Quatro embarcações da Delegacia da Capitania dos Portos em Itacuruçá (DelItacuruçá) e duas dos bombeiros atuam na região, assim como dois helicópteros — Marinha e Bombeiros — auxiliam nas buscas. 
No porto, muitas pessoas estão em busca de notícias, são amigos, parentes, pais e filhos dos desaparecidos. 
Um amigo de Lucas, desaparecido e dono de uma das embarcações, acredita que o mau tempo provocou o naufrágio. "O mar, como dizem, ontem estava um tapete, paradinho. 
Mas do nada veio esse vento forte e afundou os barcos em 15 ou 20 segundos", disse o guarda municipal Edson Alves, de 48 anos.
Segundo ele, Lucas virou pai há pouco tempo. 
"Eu o conheci quando ele tinha 14 anos. Acompanhava o pai na pescarias e agora tocava o negócio, que é sustento da família", conta, dizendo que tinha uma pescaria marcada para o próximo mês com o rapaz."Ele foi pai há pouco tempo, a filhinha dele tem seis meses. É um dia muito triste."
Outra amiga de Lucas, Vanise Valéria espera angustiada no porto por novas informações. "Estamos aqui aflitos, a gente não sabe quem está dentro da ambulância, quem está no hospital. A gente espera encontrar os demais com vida" , diz emocionada.
As causas do naufrágio ainda são desconhecidas. Um inquérito instaurado pela Marinha do Brasil vai investigar o caso. Entretanto, pescadores que sobreviveram falam que ventou muito e isso provocou o afundamento das embarcações.
 
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