MP e Polícia Civil fazem operação contra o tráfico em favelas de Duque de Caxias

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Redação Rio Alerta


O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e a Polícia Civil, por meio da Polinter, com apoio de agentes da Força Nacional, realizam nesta sexta-feira a operação Paraíso. 


O objetivo é cumprir mandados de prisão preventiva contra 19 acusados de associação para o tráfico de drogas na região de Campos Elísios, Jardim Primavera e Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que tem ligação com criminosos do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio. Vinte e uma pessoas já foram presas. 

Segundo a denúncia, os acusados atuam nas comunidades do Rasta, Ana Clara, Barro Vermelho, Badu e do Padre, todas na região do 2º Distrito de Duque de Caxias. 

Através da interceptação de ligações telefônicas autorizadas pela Justiça, as investigações concluíram que a associação criminosa é liderada pelo denunciado Thiago Barbosa Conrado, conhecido como "Thiaguinho" ou "TH", e Welinton Oliveira Souza, conhecido como "Cara de Porco". 

Já outro denunciado, identificado como Shermann Londres de Souza, é responsável pela logística da quadrilha, desde a localização dos pontos de venda de drogas, o controle do fluxo da comercialização e a divisão do lucro. 

Ele foi preso nesta quinta-feira em um hospital. Os "gerentes" imediatos são os denunciados Joanderson Silva dos Santos, Gabriel Valentin Mariano e Gustavo Rodrigues de Medeiros.

Segundo o MP, o grupo também realizava roubos na região, que serviam para obtenção de renda para os criminosos. 

Parte dos lucros eram repassados aos integrantes da facção que integram. A ação busca ainda apreender dois adolescentes, integrantes do tráfico, cujos mandados de busca e apreensão foram obtidos pela Promotoria da Infância e Juventude de Duque de Caxias. 

A região alvo da operação vem sendo palco de uma intensa disputa entre traficantes e milicianos. 

O Gaeco já ofereceu duas denúncias, entre 2017 e 2018, sobre homicídios decorrentes dessa guerra. Num dos casos, dois integrantes do tráfico foram mortos e um baleado por milicianos. 

No outro, três da milícia foram assassinados e um foi ferido a tiros por traficantes.
 
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