Defesa de Dr. Bumbum aponta que possível mau atendimento causou morte de bancária

sexta-feira, 20 de julho de 2018
O advogado Marcus Cezar Feres Braga, que defende Denis Cesar Barros Furtado

Redação Rio Alerta

A partir de agora, a principal linha de defesa de Denis César Barros Furtado e de sua mãe Maria de Fátima Barros Furtado é de que a culpa da morte da bancária Lilian Calixto, de 46 anos, foi do Hospital Barra D’or. 


Os defensores deverão sustentar que um possível mau atendimento na unidade de saúde foi a causa da morte da mulher. 

"Segundo o doutor Denis, ela se sentiu mal, mas chegou andando. 

Ele foi barrado no hospital, uma descortesia, e ele ficou do lado de fora e não sabemos o que aconteceu dentro do hospital. 

Pela segurança do hospital, não sei, mas de qualquer forma ele prestou socorro, imagens mostram isso. O que aconteceu após isso, no hospital, ele não sabe dizer. 

Só os conselhos (de Medicina) poderão falar algo sobre e a perícia", disse Marcus Cezar Braga, que defende o médico.

Por sua vez, o Barra D’or nega as acusações e diz, por nota, que "prestou adequado atendimento à paciente e que, devido ao caso, acionou as autoridades competentes".
Investigadores ouvidos  diz que essa sustentação dos advogados “não vai colar”. “Temos muitas provas contra ele. Não existe essa história de que não foi ele o culpado”, disse um policial que preferiu não se identificar.
Na primeira noite atrás das grades, na delegacia da Barra da Tijuca, investigadores contaram que, Maria de Fátima se recusou a prestar depoimento após dizer que estava se sentindo mal. Já Doutor Bumbum falou por horas com a delegada Adriana Belém que investiga o caso.
Mãe e filho dormiram em celas separadas. Durante a madrugada, uma tia de Doutor Bumbum e irmã de Maria de Fátima esteve na delegacia. Ao sair, a mulher que não se identificou, não quis falar com os jornalistas.
Doutor Bumbum e Maria de Fátima foram presos, às 15h desta quinta-feira, no escritório de Marcus Cezar Feres Braga, no 16º andar do Barra Space Center, após uma denúncia anônima. 
Os policiais do 31º BPM chegaram ao local e ambos estavam sentados em uma das salas. O advogado disse que solicitou a presença da PM e que não houve denúncia.
"Ele foi apresentado por mim. Solicitei a PM pela integridade e pela situação. Foi uma saída tumultuada e temendo a integridade física dele e a minha, mas havia populares que bateram no carro da polícia", disse.
 
TV RIO ALERTA © 2012-2018 |:Rio Alerta Comunicação Rj