Falsa médica é presa acusada de matar paciente após procedimento estético

segunda-feira, 30 de julho de 2018
Mariana praticava ilegalmente a profissão. Ela não tinha registro profissional ou formação e mesmo assim realizava os procedimentos e prescrevia medicamentos

Redação Rio Alerta


Uma mulher, que realizava procedimentos clandestinos de implante de silicone industrial, foi presa, na manhã desta segunda-feira, em Mesquita, na Baixada Fluminense. 


Mariana Batista de Miranda foi presa em casa após uma investigação dos policiais civis da 55ª DP (Queimados) junto com o Ministério Público do Rio de Janeiro. 

Ela é acusada de matar uma paciente em decorrência de um procedimento estético. 

Os agentes também cumpriram um mandado de busca e apreensão no local. 

Mariana realizava diversos procedimentos clandestinos de Bioplastia, utilizado para realizar preenchimento e remodelar partes do corpo, com substâncias duvidosas, além de não possuir habilitação profissional para realizar os procedimentos. 

Mariana foi denunciada pelo MPRJ após a morte de Fátima Santos de Oliveira, que realizou um procedimento para aplicação de silicone industrial nas nádegas no dia 16 de março de 2018. 

O laudo de necropsia confirmou que o procedimento estético foi a razão da morte. De acordo com o Ministério Público fluminense, Mariana assumiu o risco de matar ao realizar a aplicação da substância, já que não possuía formação biomédica e, portanto, não tinha conhecimento técnico para a função. 

Segundo as investigações, ela também prescreveu medicações à vítima após tomar ciência das complicações provocadas pelo procedimento. 

Ainda segundo a denúncia, Mariana exerceu ilegalmente a profissão de médica entre, ao menos, o fim de 2017 e março de 2018. 

Ela não possuía registro profissional ou formação, mas mesmo assim realizava a aplicação de silicone industrial em diversas pessoas. 

A falsa médica foi denunciada por homicídio doloso e exercício ilegal da medicina.
 
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