Polícia Civil faz operação na Baixada contra quadrilha que pratica sequestro-relâmpago

quinta-feira, 12 de julho de 2018
Operação da Polícia Civil,prende membros de quadrilha que praticava sequestros-relâmpago.

Redação Rio Alerta


A Polícia Civil realiza, na manhã desta quinta-feira, a operação Web em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na capital e em Três Rios, interior do estado, contra um quadrilha que praticava sequestro-relâmpago. 


As vítimas eram atraídas através de falsos anúncios de compra e venda de veículos na Internet feitos em sites. 

Ação, que também conta com o Ministério Público do Rio através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), visa cumprir 18 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão. 

Pelo menos 11 pessoas já foram presas. 

A investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) teve início há três meses, após um homem, morador de Jacarepaguá, ter sido assassinado em Caxias, depois que saiu para comprar um veículo oferecido em um site de venda de veículos na Internet. 

Militares do Corpo de Bombeiros atuam com o uso de cães farejadores na ação de hoje com o objetivo de encontrar possíveis vítimas que tenham sido mortas pelos criminosos. 

É o caso do corretor de imóveis Alex Sandro Barbosa, que desapareceu no dia 27 de junho. 

Uma ossada foi encontrada e passará por exames para a identificar se é uma vítima da quadrilha.

A quadrilha tinha ramificações. Uns aliciavam as vítimas através do site OLX, outros sequestravam, parte do bando pegava os cartões da vítimas e fazia a compra de carnes e outros produtos, que era revendido por uma outra célula criminosa. 

Havia também um grupo responsável pelo desmonte de veículos roubados e a revenda das peças.

As pessoas sequestradas — que chegavam a ficar de 12 a 15 horas em poder dos sequestradores — eram obrigadas a fornecer senhas e outros dados bancários para a transferência dos valores que elas tinham em conta. Até empréstimos os sequestrados eram obrigadas a realizar para os bandidos ficarem com o dinheiro, sempre com muita violência, tanto física quanto psicológica.
Buscas foram feitas no Mercado Popular da Uruguaiana, no Centro do Rio, onde os criminosos tinham receptadores que compravam peças de veículos, pertences subtraídos das vítimas e produtos comprados pelos criminosos com cartões de crédito das vítimas sequestradas. 
Ainda segundo as investigações, os criminosos atuam também no tráfico de drogas, armas e receptação e adulteração de veículos roubados. 
Participam da ação 130 policiais das três Delegacias de Homicídio, a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), 66ª DP (Piabetá) — onde começou a investigação — e 33ª DP (Realengo).
De acordo com o MP, as investigações apuraram que a quadrilha age com objetivo de extorquir as vítimas e levantar recursos para a compra de drogas, armas e munições, como ficou demonstrado em interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça.
 
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